segunda-feira, 7 de junho de 2010

Entrevista a João Roma




· O que é a indústria automóvel?
A indústria automóvel é uma indústria que serve para as pessoas circularem o seu dinheiro e para, com isso, conseguirem melhorar as suas condições de vida e terem, normalmente, um melhor meio de transporte.
· Como entrou na indústria automóvel?
Eu entrei na indústria automóvel, porque nessa altura eu precisava de trabalhar para arranjar dinheiro e houve um senhor que me fez essa proposta.
· Como se apaixonou pelos veículos motorizados?
Desde pequeno, sempre gostei muito de automóveis e quando tive oportunidade de conduzir um, ainda fiquei a gostar mais deles.
· Desde o início que queria seguir esta carreira?
Não, eu desde o início que queria ser veterinário, mas como não consegui tirar esse curso decidi ir trabalhar para a indústria automóvel.



· Como acha que está a correr o desenvolvimento dos automóveis?
Acho que os automóveis se desenvolveram muito bem, desde os antigos e pesados até aos modernos e leves. Agora as marcas estão a desenvolver os seus carros para ficarem mais “amigos do ambiente”.
· As vendas nesta indústria são as mesmas agora do que eram à 20 anos?
Não, não tem comparação.
· Quais são as diferenças?
À 20 anos, os carros eram muito mais baratos e as pessoas tinham dinheiro para gastar. Agora, os carros são muito mais caros e com a crise as pessoas não têm dinheiro para gastar em carros, e isso nota-se na queda das vendas.
Obrigado por me terem concedido esta oportunidade de contar algumas coisas sobre a minha profissão.


Entrevistador: João Roma nº12 9ºA

A REVOLUÇÃO DE 25 DE ABRIL DE 1974



1 - Como se chama ?
Irene Mira
2 - Qual é a sua idade?
Tenho 67
3 - O que é, ou foi para si o 25 de Abril?
O 25 de Abril foi o dia da Liberdade! O dia da Revolução dos Cravos. O 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos"
Diz-se que foi uma revolução porque a política do nosso País se alterou completamente.Mas como não houve a violência habitual das revoluções (manchada de sangue inocente), o povo ofereceu flores (cravos) aos militares que os puseram nos canos das armas.
Em vez de balas, que matam, haviam flores por todo o lado, significando o renascer da vida e a mudança! Chama-se Revolução dos Cravos porque não houve tiros nem mortos.
O cravo vermelho tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974. Logo ao amanhecer o povo começou a juntar-se nas ruas, juntamente com os soldados revoltosos. Entretanto, uma florista, terá dado um cravo a um soldado, que o colocou no cano da espingarda. Os outros soldados vendo a rua cheia de floristas imitaram-no, enfiando cravos vermelhos nos canos das suas armas. Nesse dia, os militares, principalmente capitães, derrubaram o governo da ditadura, que durou 48 anos e que perseguiu aqueles que queriam uma Democracia em Portugal.
Os acontecimentos desse dia estão bem retratados no filme “Capitães de Abril”, uma obra importante para quem não viveu os factos e pretende perceber o que se passou.
4 - Como viveu e que memórias guarda desse dia?
O dia 25 de Abril foi muito especial na vida de todos os portugueses e foi vivido com muita alegria.
De manhã, à medida que acordava, a povo português foi surpreendido pelas notícias da rádio, que davam conta da revolta e que faziam apelo à calma.
À medida que os militares fiéis à ditadura se iam rendendo, a população saiu para a rua e ia enchendo as ruas e as praças, para comemorar com alegria o fim da ditadura. Viam-se pessoas a abraçar os capitães e os soldados, os tanques de guerra passavam apinhados de gente que queria agradecer aos militares, enquanto que, nos passeios, um cordão interminável de populares batiam palmas e atiravam cravos, em sinal de agradecimento.
Toda a gente queria participar e ver passar os militares. Qualquer local servia, desde as janelas das casas até aos ramos das árvores que ladeavam as avenidas de Lisboa. À noite, na televisão, ainda a preto e branco, passaram imagens dos acontecimentos e também da libertação dos presos políticos, abraçados pelos seus familiares ou simplesmente por desconhecidos que os pretendiam saudar. Foi um dia vivido de forma muito intensa e com uma enorme alegria.
Antes do 25 de Abril, todos se mostravam descontentes, mas não podiam dizê-lo abertamente e as manifestações dos estudantes deram muitas preocupações ao governo.
Os estudantes queriam liberdade de expressão e o fim da Guerra Colonial, que consideravam inútil e que todos pudessem aceder igualmente ao ensino.
5 - A família discutia o que se passava? Trocavam ideias?
É claro que os acontecimentos do dia 25 de Abril de 1974 e dos dias e meses seguintes eram tema de conversa obrigatória entre todos os membros da família. À frente da televisão, ou mesmo durante as refeições, trocavam-se ideias, discutiam-se os acontecimentos, criticavam-se opiniões e factos. Passavam imagens com alguns líderes partidários a regressarem ao país, como Álvaro Cunhal ou Mário Soares, depois de terem passado vários anos exilados no estrangeiro, saudava-se o fim da guerra colonial, debatia-se a forma como a descolonização se estava a processar, anunciava-se o partido político que merecia a concordância de cada um e criticava-se o programa e a actuação de outros. Eram muitas as notícias que todos os dias se sucediam e que, inevitavelmente, mereciam críticas de uns e o apoio de outros. Tudo era tema de conversa entre a família. Algumas vezes acabava numa discussão mais acalorada. Agora podíamos falar sem qualquer receio, graças à Liberdade que o 25 de Abril trouxe. Enfim, os acontecimentos sucediam-se a um ritmo alucinante e assistiu-se a uma mudança radical da sociedade portuguesa. Foi um período muito rico e intenso, com a população fortemente interveniente.

6 - Passados estes anos, na sua opinião, o que é que evoluiu?
A principal consequência do 25 de Abril foi, sem dúvida, a sensação de Liberdade. Hoje podemos gozar dela plenamente, faz parte do nosso dia-a-dia, e, para nos apercebermos bem da sua importância, temos que recordar algumas coisas do tempo da ditadura. As pessoas que foram perseguidas, presas, torturadas e mesmo mortas apenas por terem ideias contrárias às dos governantes da altura. Esta foi a conquista mais básica mas, sem dúvida, a mais importante. Mas também, a possibilidade de votarmos e de escolhermos livremente os nossos representantes nos diversos órgãos de soberania.
São tantos os sinais de evolução que dificilmente poderão ser recordados todos, mas é possível destacar alguns deles:
A igualdade de direitos entre o homem e a mulher, por exemplo. Antes do 25 de Abril, o homem era considerado, face à lei, como o “chefe de família”, a mulher casada que pretendesse sair do país tinha que ter autorização do marido, o mesmo sucedendo para poder exercer uma profissão. Também a educação evoluiu extraordinariamente. Antigamente, o mais comum era completar a 4ª classe e o número de jovens que prosseguiam os estudos era muito pequeno.
Economicamente, o país era muito atrasado, com mais de metade da população a exercer a sua actividade na agricultura. Os salários eram extremamente baixos e as jornadas de trabalho duravam, muitas vezes, desde o nascer até ao pôr-do-sol.

7- E quais são para si os aspectos negativos?
É claro que também houve aspectos negativos.
Um deles é o facto de muitos políticos porem os seus interesses e os do seu Partido à frente dos interesses do país, o que prejudica o povo.
Outra coisa negativa é a Justiça, tal como está hoje. Funciona mal e é muito demorada. Há situações em que a decisão do tribunal leva mais de 10 anos a ser tomada e isso é completamente inaceitável. Mas não podemos dizer que a culpa seja mesmo do 25 de Abril porque, na realidade, os verdadeiros culpados são os homens e os políticos.

8- A revolução do 25 de Abril alterou a sua vida? em que aspectos?
É claro que a revolução do 25 de Abril alterou a vida de quase todos os portugueses, mais novos ou mais idosos. A Liberdade, a Paz, já que a guerra coloial terminou, maior consciência cívica, um espírito mais solidário, melhores condições de saúde, mais oportunidades profissionais, maior poder de compra e mais diversidade de escolha são algumas dessas alterações.



António Mira nº3 / 9ºA

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Entrevista




1-Como se Chama?

R: Carla Miranda Barroso


2-Quantos anos tem?

R: 27 anos


3-Qual a sua profissão?

R: Sou Professora numa Escola Privada


4-A Quanto Tempo foi Professora?

R: A 4 anos


5-Que disciplinas ensinas?

R: Matemática, Inglês & Espanhol.


6-Gosta do que faz?

R: Sim, dou-me bem com toda agente e os miúdos adoram-me


7-O que Custuma fazer nos seus tempos livres?

R: Sair a Noite com as minhas amigas e festejar!


Trabalho Realizado por:

Davide Barroso No.7

Diferenças entre a escola privada e pública



Escolas privadas ou públicas?
Entrevista a uma professora duma escola privada



1- Há quantos anos é professora?


Sou professora há cerca de 17 anos.



2- Em quantas escolas já trabalhou?


Eu trabalhei ao longo destes anos em 4 escolas



3- Que disciplinas lecciona?


Sou licenciada em Gestão de Empresas com especialização na área do marketing assim sendo, lecciono disciplinas dessa área, destacando: a contabilidade/ fiscalidade, economia, marketing e gestão.



4- Em que escola trabalha actualmente?


Actualmente estou na EPRAL- Escola Profissional da Região do Alentejo.



5- Pretende lá ficar? Porquê?


Sim, tive várias oportunidades para sair mas não o fiz e também não o vou fazer. A EPRAL proporciona-me a possibilidade de leccionar as disciplinas da minha área e tenho um óptimo ambiente de trabalho.



6- Quais as diferenças entre uma escola pública e privada?
A principal diferença, penso que acenta no facto de uma Escola pública ser uma dimensão superior, logo o ambiente, os alunos, a forma de trabalhar é forçosamente diferente. Mas o objectivo tanto da escola Privada como da Pública é o mesmo: Formar pessoas, abrir-lhes horizontes, tornar os alunos em grandes cidadãos: Responsáveis, conscientes e com vontade de contribuírem para o crescimento de Portugal.

7- Prefere uma escola privada ou uma escola pública? Porquê?


Não é uma questão de preferência, no meu caso, o facto de optar pela EPRAL, foi uma oportunidade e garantia de especialização. Oportunidade, ‘porque enquanto leccionei no ensino público (ano lectivo 1990-91), fui colocada na área de matemática e… não é a minha área, no ano lectivo de 96/97 concorri para uma vaga, na área de gestão para a EPRAL e fui seleccionada.



8- Existem problemas ou conflitos entre os alunos com frequência na sua escola?


Não, os alunos, na maioria têm idades superiores a 15 anos, são jovens iguais a tantos outros que frequentem as escolas públicas, com os problemas que todos os jovens apresentam. A relação entre os professores e os alunos é muito próxima, na medida em que, lecciono muitas horas com a mesma turma.



9-Quando estes existem quem e quando intervém?
Depende do género de problema/situação. Existem situações que são resolvidas pelo(a) orientador(a) educativo(a) (papel idêntico ao de Director de Turma) outros assuntos necessitam da decisão do Director Pedagógico (papel idêntico ao de Director Executivo) e outros ainda que são resolvidos pelo director ou ainda pela Presidente da entidade que titula a escola.

10-E nas outras escolas públicas em que trabalhou?
Nas escolas públicas que leccionei: Sobreda da Caparica, Escola Secundária de Reguengos de Monsaraz e na Severim de Faria, as situações eram sobretudo de indisciplina na sala de aula, que penso eu, soube sempre resolver da melhor maneira.



11- Os alunos têm mais privilégios ou regalias do que na escola pública?
Não, a situação regide, no facto de existir diferentes oportunidades de oferta de ensino para o mercado. Naturalmente a oferta da EPRAL, é diferente da oferta da Escola Secundária Gabriel Pereira ou da Severim de Faria, visto a EPRAL ser uma escola de cursos profissionais.

Pedro Costa Nº19

Entrevista a funcionária da CME


1-Nome:Maria João Geadas

2-Idade:40

3-Emprego:Cantoneira de limpeza

4-A separação e reciclagem começou a ter um papel bastante importante para a ajuda à preservação do ambiente.Muitas pessoas tiveram logo a iniciativa à reciclagem?
R.:Levaram tempo a aderir à reciclagem, mas para despertar a atenção das pessoas os trabalhadores da higiene tiveram a ideia de distribuir panfletos,sacos para reciclagem e blocos.

5-E conseguio-se a atenção que se pretendia?
R.:De muitas peesoas sim, começaram a separar os resíduos em casa, já é um bom começo,mas outras não lhes importa.Graças à reciclagem o processo de triagem é facilitado.

6-Sente-se contente com o seu trabalho?
R.:Tento fazer o meu melhor, embora por vezes seja um pouco desagradável, alguém tem de limpar o ambiente, senão assim fosse haveria montes de lixeira, porque as pessoas continuam a deitar papéis, embalagens e outros resíduos para o chão.

7-Há quantos anos anos trabalha como cantoneira de limpeza?
R.:Há 6 anos

Obrigada pelo seu tempo

Trabalho realizado por:
Leonor da Silva Nº17 9ºA

NAV - núcleo de apoio á vitima



1 - Como se chama?
R: Inácia Leal dos Santos Quintas

2 - Quantos anos tem?
R: 48 anos

3 - Onde trabalha?
R: No NAV (Núcleo de apoio á vitima)

4 - Qual é o objectivo do NAV?
R: É ajudar pessoas vítimas de qualquer tipo de violência.

5 - Existe muita violência em Évora?
R: Sim, existem muitos mais casos do que se pensa.

6 - Há muitos tipos de violência?
R: Sim, existe violência doméstica, no namoro, em crianças...

7 - O que faz o NAV para ajudar?
R: Nós primeiro damos apoio psicológico porque a violência é um grande trauma, depois ajudamos a pessoas a restabelecer uma vida o mais normal possível.

8 - Muita gente denuncia tarde demais, verdade?
R: Sim, há pessoas que têm vergonha e medo de denunciar o caso e os agressores.

9 - Como se vê um possível agressor?
R: Se a pessoa tiver comportamentos muito controladores e possessivos, pode ser um início de um agressor.

10 - Finalmente, gosta de ajudar estas pessoas?
R: Sim, claro é sempre bom poder ajudar estes casos, e fazer com que as pessoas possam ter uma vida com mais qualidade.

Obrigado pelo seu tempo...

Teresa Almeida nº21

Entrevista a uma Enfermeira




1-Qual é o seu nome?
R: Cristina Maria benjamim.
2-Quantos anos têm?
R: Tenho 44 anos.
3-Qual é a sua profissão?
R: Enfermeira.
4-Em que hospital trabalha?
R: Hospital do patrocínio em Évora.
5-Trabalha em que área?
R: Trabalho nas consultas externas (Estomatologia).
6- Há quantos anos é enfermeira?
R: Há 20 anos.
7-Quais são as suas funções na Estomatologia?
R: Eu ajudo os médicos enquanto decorrem as consultas e presto serviço aos doentes depois das consultas.
8-Gosta da profissão que têm?
R: Sim gosto bastante, pois é uma das coisas que gosto mais de fazer.
9-Qual é a média de doentes que vão à consulta por dia?
R: Em média são aí 20 doentes.
10- Quantas horas trabalha por dia?
R: Trabalho cerca de 9 horas por dia.
11- Antes de ir para as consultas externas esteve em mais alguma área?
R: Sim, estive no serviço de Medicina e estive na Obstetrícia e Ginecologia.
12- Qual era a sua função no serviço de Obstetrícia e Ginecologia?
R: A minha função era prestar cuidados normais e de risco a grávidas, cuidar da mulher durante e após o parto, e prestar cuidados aos recém-nascidos.
13- De qual área gosta mais?
R: Gosto bastante das duas, mas escolhi as consultas externas.
14- Quantos anos trabalhou na Obstetrícia e Ginecologia?
R: Cerca de 9 anos.
15- E no serviço de Medicina?
R: Cerca de 7 anos.
15- Então e agora nas consultas externas já vai em quantos anos?
R: Já lá vão cerca de 4 anos, e ainda é para se prolongar por muitos mais…

Trabalho realizado por:
António benjamim Nº4

Entrevista a FlorBela

1- Como se chama ?
R: Chamo-me FlorBela.

2-Que Idade tem ?
R:Tenho 63 anos.

3-Qual o seu trabalho ?
R: Neste momento estou reformada, trabalho nos trabalhos da casa.

4-Gosta do que faz ?
R: Lá tem que ser, não posso fazer mais nada.

5-O trabalho é dificil ?
R: Não. São as coisas da casa. Não tem dificuldade nenhuma.

6-Se tivesse oportunidade em trabalhar noutra coisa, que queria que fosse ?
R: Não sei, com esta idade não posso trabalhar, se fosse mais nova, queria ser educadora de infância.

7-Que gosta de fazer nos tempos livres ?
R: Gosto de dar uma voltinhas pela rua, mexer as perninhas e aproveitar e falar com as vizinhas.

8- Qual é o seu clube de futebol ?
R: Não tenho clube, eles é que recebem e eu é que grito em frente da televisão.

9-Teve alguma aventura ?
R: Tive algumas mas agora de momento não sei, talvez as viagens que fiz com o meu marido , todas as nossas brincadeiras de mais novos.

10-Tem mais alguma coisa que nos possa contar ?
R: Bem não sei, que tem uma senhora idosa com 63 anos para falar, sem ser as minhas pequenas histórias de quando era mais nova. Acho que não ha mais nada para falar.

Obrigado.
Júlia Branquinho
Nº16 9ºA

Manuel António Francisco Lopes Calado


ENTREVISTA AO CORONEL DE INFANTARIA MANUEL ANTÓNIO FRANCISCO LOPES CALADO, DIRECTOR DO CENTRO DE APOIO SOCIAL DE ÉVORA DO INSTITUTO DE ACÇÃO SOCIAL DAS FORÇAS ARMADAS, I.P. – CASÉVORA/IASFA I.P.

1.Pergunta:O que é o IASFA?

Resposta: O IASFA, I.P., é um Instituto Público integrado na administração indirecta do Estado, dotado de personalidade jurídica, com autonomia administrativa, financeira e património próprio e tem por missão garantir e promover a acção social complementar dos seus beneficiários (ASC) e gerir o sistema da assistência na doença aos militares das Forças Armadas (ADM).
2. Pergunta: E o CASÉVORA?
Resposta: O Centro de Apoio Social de Évora (CASÉVORA), localizado em Évora, na Rua de Mestre Resende nº5 – 7000 – 611 ÉVORA, é um dos Equipamentos Sociais do IASFA, I.P., e orienta as suas actividades de acordo com as directivas e instruções fixadas pelo Conselho Directivo do IASFA, I.P.
3. Pergunta: O IASFA teve sempre a mesma designação?
Resposta: Não. A anterior designação era - Serviços Sociais das Forças Armadas. Em 30 de Outubro de 1995, através do Decreto-Lei nº 284/95, é aprovado o Estatuto do Instituto de Acção Social das Forças Armadas, I. P. (IASFA, I.P.), o qual passou a integrar numa única entidade os Serviços Sociais das Forças Armadas e o Cofre de Previdências das Forças Armadas, bem como o Lar de Veteranos Militares, o Complexo Social de Oeiras e o Centro Médico e Educativo do Alfeite que passaram por sua vez a designar-se, respectivamente, Centro de Apoio Social de Runa, Centro de Apoio Social de Oeiras e Centro de Apoio Social do Alfeite.
4. Pergunta: Como se concretiza na prática a Acção Social Complementar?
Resposta: A ASC concretiza-se através dos seguintes meios:
• Equipamentos Sociais;
• Apoio domiciliário;
• Comparticipações Financeiras;
• Concessão de Empréstimos;
• Apoio à Habitação que se concretiza através da promoção do arrendamento social.

5. Pergunta: O que é isso da Assistência na Doença aos Militares das Forças Armadas a que se dá o nome de ADM?
Resposta: Através do Decreto-Lei nº 167/2005, de 23 de Setembro, foi estabelecido um novo regime de assistência na doença aos militares das Forças Armadas (ADM) que determinou a fusão dos subsistemas de assistência na doença aos militares da Armada (ADMA), do Exército (ADME) e da Força Aérea (ADMFA), cuja gestão passou a ser incumbência do IASFA, I.P.
6. Pergunta: O que tem feito o CASÉVORA ao longo dos últimos anos?
Resposta: O CASÉVORA, ao longo dos últimos anos, tem orientado o esforço das suas actividades no sentido de manter um contacto directo e permanente com os Beneficiários que se encontram na sua área de responsabilidade.
7. Pergunta: E qual é a área de responsabilidade do CASÉVORA?
Resposta: O CASÉVORA actua numa área geográfica de grandes dimensões, abrangendo 4 Distritos do Sul do País (Portalegre, Évora, Beja e Faro) e apoia cerca de 3400 Beneficiários Titulares, abrangendo um universo de cerca de 11000 pessoas, entre Beneficiários Titulares e Familiares (BT/BF).
8. Pergunta: Beneficiários Familiares?
Resposta: Sim. Todos aqueles que fazem parte do agregado familiar do Beneficiário Titular (que normalmente é o militar) são denominados de Beneficiários Familiares.
9. Pergunta: Quais são as actividades que têm?
Resposta: As actividades desenvolvidas pelo CASÉVORA contemplam genericamente as seguintes vertentes:
• Contactos directos com os Beneficiários e atendimentos diversos;
• Reuniões com os Beneficiários;
• Visitas domiciliárias;
• Reuniões / contactos com outras entidades / instituições;
• Comparticipações escolares;
• Passeios e convívios;
• Subsídios diversos;
• Apoios financeiros e de material ortopédico.
10. Pergunta: Com uma extensão tão grande como desenvolvem estas actividades?
Resposta: Como já foi dito, o CASÉVORA actua numa área de intervenção bem determinada e caracterizada social e economicamente, muito extensa, com grande dispersão dos Beneficiários que apoia, muitos deles, idosos e com grandes carências, com graves problemas de saúde e limitações físicas e psíquicas.
As referidas actividades não se circunscrevem apenas ao edifício Sede do Centro de Apoio Social. Decorrem prioritariamente no terreno, em trabalhos de campo, no contacto directo com as realidades, procurando encontrar, numa primeira abordagem, soluções junto das entidades/instituições regionais e locais em particular, junto das Instituições Particulares de Solidariedade Social (I.P.S.S.).
A componente técnica de Serviço Social assume uma especial relevância no desenvolvimento das actividades de apoio social complementar.

11. Pergunta: Quais os objectivos que pretende atingir com estas acções?
Resposta: Os objectivos são vários, por exemplo:
• Conhecer os problemas dos beneficiários, suas necessidades e preocupações;
• Procurar soluções para as situações mais prementes e específicas nos contactos com outras entidades /instituições de apoio social existentes na área de residência dos Beneficiários;
• Estudar os problemas e apresentar propostas e sugestões com vista à sua resolução;
• Acompanhar de perto a evolução das propostas formuladas;
• Manter os Beneficiários informados do andamento das propostas relativas aos seus casos concretos;
• Dar a conhecer o IASFA, I.P. e o CASÉVORA, suas actividades e potencialidades, através de uma difusão alargada da informação adequada e correcta.
Por último, constitui um instrumento precioso para a orientação do esforço de apoio social, o conhecimento aprofundado dos Beneficiários, suas doenças, suas limitações físicas e psíquicas, sua situação económica, seu agregado familiar e suas necessidades específicas, nomeadamente de apoio domiciliário.
12. Pergunta: Para este ano quais são as várias actividades que planeou realizar?
Resposta: As actividades são várias. Dando alguns exemplos:
• Contactos directos com os Beneficiários e atendimentos diversos;
• Visitas domiciliárias – cerca de 80 visitas programadas. Todas aquelas que não estando programadas, que são inopinadas são executadas de imediato. As referidas visitas são efectuadas pela Técnica Superior de Serviço Social, ou Assistente Social;
• Reuniões / contactos com outras entidades / instituições regionais e locais, ligadas directa ou indirectamente ao apoio social;
• Preparar e realizar 2 passeios, (um na Primavera e outro no Outono cujos destinos são normalmente Portugal e Espanha) e 2 convívios (Piscatório e de Natal), no âmbito da ocupação de tempos livres;
• Reuniões com os Beneficiários, cerca de 20, que têm lugar nas várias Unidades Militares da sua área de intervenção assim como nos diversos Núcleos da Liga dos Combatentes;
13. Pergunta: A quem se destinam as reuniões com os Beneficiários que pretende realizar?
Resposta: O público-alvo são essencialmente os militares dos três Ramos das Forças Armadas na situação de activo, reserva, reforma, viúvas e Deficientes das Forças Armadas onde se procura dar uma informação fiável e actualizada sobre os mais diversos assuntos de interesse geral e particular dos beneficiários e, de igual modo, responder às suas inúmeras dúvidas, preocupações e anseios que nos são colocados.
14. Pergunta: Acha que as reuniões e as outras actividades que tem realizado têm dado algum resultado? Isto é, acha que tem valido a pena?
Resposta: Sem dúvida. Estas medidas têm-se revelado bastante positivas pelo facto de, nos últimos dois anos, o número de beneficiários que nos procuram e nos contactam, ter aumentado bastante com especial incidência para aqueles que pretendem candidatar-se aos Centros de Recuperação e Residencial de Idosos do IASFA disponíveis no Centro de Apoio Social de Oeiras, Centro de Apoio Social de Runa e Centro de Apoio Social do Porto. Este último só no que se refere à vertente Residencial.
Por outro lado, com as visitas domiciliarias, desencadearam-se inúmeros processos de apoio aos nossos BT/BF, como por exemplo Subsídios de Apoio a 3ª Pessoa, Subsídios Especial de Lar, Subsídios Complementar Normal de Pensões, candidaturas para a Comparticipação Especial de Apoio na Deficiência e um número considerável de inscrições para as Residências de Idosos e/ou Centros de Recuperação do IASFA com especial relevo para o aumento nas candidaturas em que o beneficiário é autónomo e o cônjuge é dependente de terceira pessoa para a totalidade das suas actividades da vida diária.
15. Pergunta: Como consegue cumprir todas estas actividades? Os vossos serviços têm capacidade para concretizar tudo isto?
Resposta: Para podermos cumprir todas as actividades o CASÉVORA, reúne, para o efeito, determinadas características e capacidades:
• Dispõe de uma estrutura orgânica funcional adequada à sua missão, dimensão e actividades;
• O Posto de Atendimento da ADM (PAADM), em funcionamento desde 14 de Abril de 2008, veio acrescentar mais uma actividade às anteriores que já existiam no Centro de Apoio Social (CAS). Nesta sensível e importante área, o objectivo principal é o de proporcionar um atendimento de qualidade e com elevado profissionalismo relativamente ao tratamento e resolução dos mais variados assuntos que os inúmeros beneficiários que aqui se deslocam diariamente apresentam;
• Tem em acompanhamento permanente cerca de 70 processos de Beneficiários Titulares e Beneficiários Familiares (BT/BF) mais carenciados;
• Já falei anteriormente sobre as visitas domiciliárias e sobre as várias reuniões de informação e esclarecimento com os beneficiários e as diversas reuniões e contactos com outras entidades/ instituições regionais e locais que directa ou indirectamente estão relacionadas com o serviço e apoio social.
• No âmbito da ocupação de tempos livres e no que diz respeito aos passeios, entre 03 e 08 de Maio cerca de 50 Beneficiários realizaram um passeio a Espanha às regiões de Barcelona e de Valência. Vai ter lugar durante o mês de Junho, um convívio Piscatório que costuma contar com a participação de meia centena de participantes;
• Dispõe, na sua área de intervenção, de Blocos Habitacionais em Évora e Elvas.
16. Pergunta: Consta-se que tem tido algum apoio dos Órgãos de Comunicação Social. Pode explicar melhor esse tipo de apoio?
Resposta: É verdade. O apoio dos O.C.S. tem sido muito importante no que diz respeito à difusão da informação aos beneficiários. O Jornal Diário do Sul tem-nos dado um apoio excepcional através da publicação de inúmeros artigos sobre o CASÉVORA e o Instituto de Acção Social das Forças Armadas, nos vários eventos da responsabilidade dos nossos serviços.
Com competência e isenção, a imagem e o nome do IASFA têm sido projectados, levando a informação a um número considerável de beneficiários e às mais diversas entidades oficiais e particulares, que directa ou indirectamente se relacionam com o nosso instituto.

17.Pergunta: Muito mais me poderia contar sobre os seus serviços e sobre o que fazem no dia a dia, mas o nosso tempo está a esgotar-se. Para terminar quer deixar alguma mensagem aos seus Beneficiários?
Resposta: Sim. Pretendo dizer a todos que podem continuar a contar connosco e que nos contactem para os podermos ajudar e servir melhor. Estamos ao seu inteiro e permanente dispor para, dentro das nossas legais limitações, os esclarecer quanto às suas dúvidas e procurar resolver ou pelo menos minimizar os seus anseios e preocupações fazendo jus ao nosso lema – “ALI TEREIS SOCORRO E FORTE ESTEIO”.
Coronel Calado obrigado por nos ter concedido esta entrevista.

domingo, 30 de maio de 2010

Como se chama?
R: António José Ferreira Da Costa Empadinhas

Que idade tem?
R:39

Qual o seu trabalho?
R: Sou empreiteiro

Considera o seu trabalho difícil?
R: É bastante ...

Se tivesse oportunidade em trabalhar noutra coisa o que queria que fosse?
R: Gostava de ser piloto de aviação.

Que gosta de fazer nos seus tempos livres?
R:Convivo com os amigos e gosto de estar com a família.

Teve alguma aventura no passado?
R: Tive várias... Mas sem dúvidas que as melhores foram quando eu ia fazer acampamentos selvagens com os meus pais.

Divertia-se muito nesses acampamentos?
R: Bastante, bastava estar junto com os meus irmãos. Só fazíamos asneiras.

Tem mais alguma coisa que nos queira contar?
R: Sim, sou um ex tropa paraquedista. O qual cheguei a receber uma medalha.


Trabalho realizado por:
Cátia Empadinhas nº5